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27 de março de 2015
A perda de audição não resulta só do ruído laboral

A perda de audição caracteriza-se pelo facto de o individuo não conseguir ouvir de um ou de ambos os ouvidos. As duas principais causas são o envelhecimento e a exposição a ruídos elevados e contínuos. Quanto mais elevado for o ruído e mais prolongada for essa exposição, maiores serão os danos sofridos. Os efeitos nocivos da exposição ao ruído, não se traduzem só pela perda de audição mas também por distúrbios emocionais, cardiovasculares, fadiga e stress.

As indústrias transformadoras, a mineira e a construção civil, são as atividades onde os trabalhadores estão sujeitos a níveis de ruído elevados e durante mais horas de trabalho. No entanto existem estudos a nível europeu, em que o ruído também pode causar danos aos trabalhadores do setor de serviços, nomeadamente os afetos à educação, saúde, bares e restaurantes.

Todos os dias, milhares de trabalhadores estão expostos ao ruído e a todos os riscos associados a essa exposição. De acordo com os dados disponibilizados pela Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, a perda de audição provocada pelo ruído é a doença ocupacional mais comum na União Europeia, tendo mesmo sido divulgado um estudo, onde se concluiu que um em cada cinco trabalhadores europeus tem de falar alto durante pelo menos metade das suas horas de trabalho e 7% sofre de problemas auditivos relacionados com o trabalho.

A legislação nacional e comunitária é rigorosa e obriga as empresas a avaliarem o ruído, a investirem na prevenção e a reparar os danos causados aos seus trabalhadores. Estando mesmo a perda de audição classificada como doença profissional, para atividades onde o individuo está exposto a sons superiores a 80 dB (decibéis) durante o horário de trabalho.

Apesar da principal causa da perda de audição ser a exposição a ruídos excessivos em ambientes laborais, nos últimos anos tem ocorrido um acréscimo de indivíduos que chegam ao mercado de trabalho com lesões no sistema auditivo e que precocemente acabam por vir a sofrer de surdez.

Na realidade, o ruído excessivo não se encontra apenas nos locais de trabalho. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o nível de ruído a que um individuo possa estar exposto não ultrapasse os 55 dB, mas segundo a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), mais de 60 % da nossa população vive diariamente exposta a ruídos mais elevados. Dos quais 19% encontram-se expostos a barulho incomodativo (segundo a OMS, sons acima dos 65 dB). No entanto as situações mais críticas ocorrem quando um indivíduo está exposto a ruídos acima dos 85 dB, pois causam danos irreversíveis na audição.

No quadro seguinte apresentamos exemplos de atividades de lazer que contribuem para a perda da audição:


Nível de Ruído

Atividade

Efeitos na Saúde

120 dB Assistir a um jogo de futebol Lesões internas do ouvido, podendo levar à rotura do tímpano
110 dB Concerto de rock Lesões nas células nervosas no ouvido interno, podendo também causar alterações fisiológicas neurovegetativas.
110 dB Andar de mota
100 dB Ir a uma discoteca
90 dB Uso de auriculares de mp3 Perigo de lesão auditiva e surdez irreversível com exposições prolongadas, stress
80 dB Estar num bar com animação e/ou música ao vivo
75 dB Assistir a um filme no cinema Perigo de alterações fisiológicas (cardíaca, hormonais, outras) com exposições prolongadas
70 dB Conversa em voz alta
70 dB Restaurante cheio

Estar exposto a este tipo de ruídos ocasionalmente e por tempo limitado, não representa grande perigo para a audição, mas a exposição prolongada, leva a que os jovens, sem se aperceberem, comecem a sofrer perturbações ao nível da audição, podendo muitos deles, mesmo que não venham a trabalhar em locais com ruído excessivo, vir a sofrer de presbiacusia (surdez por envelhecimento) prematura, isto é, os sintomas começam a aparecer por volta dos 40-45 anos em vez de 60-65 anos.

No entanto, se os indivíduos não desenvolverem algumas atitudes preventivas, nomeadamente não usar os auriculares do mp3 mais de 1 hora por dia e regular o som para que as outras pessoas que estão à volta não ouçam, evitar em concertos ou discotecas estar junto das colunas de som, etc., quando chegam ao mercado de trabalho já sofrem de danos irreversíveis. Podendo estes danos agravarem-se rapidamente se forem trabalhar em atividades ruidosas. Estes indivíduos além de virem a sofrer da doença ocupacional mais comum na União Europeia, também estão mais propensos a serem profissionais com distúrbios ao nível do sistema cardiovascular, afetados por situações de stress, com dificuldades de relacionamentos a nível pessoal e profissional.

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 Sandra Bernardino

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